Linkword é um sistema mnemônico promovido por Michael Gruneberg nos anos 90, para se aprender novos idiomas. O método basea-se na semelhança entre sons e palavras.
O processo envolve a criação de uma imagem mental que vincula as palavras dos dois idiomas. Essa imagem geralmente é localizada em um ambiente bem conhecido pelo estudante.
Exemplo 1: Suponha que você pretende vincular a palavra inglesa ao seu significado no português: paz. Para isso, basta que você imagine em sua jornada uma piscina (peace) cheia de pombas mortas (paz).
Exemplo 2: Imagine que agora você queira aprender a palavra italiana spiega, que significa explicar em português. Nesse caso, basta que você imagine em sua jornada aleatória uma espiga (spiega) de milho dando aulas e escrevendo no quadro-negro.
Exemplo 3: Ventana em espanhol significa janela. É possível que você imagine sua amiga Ana em sua jornada aleatória fechando de forma agressiva uma janela.
O método não é uma inovação de Gruneberg. O famoso mnemonista Harry Lorayne já escreveu sobre um método similar em seu best-seller: “Super Power Memory”, da década de 50. Os prós e contras desse método e suas variações tem sido muito discutidas. Uma de suas maiores desvantagens é que se trata de um método exaustivo – inicialmente pode ser muito difícil criar imagens para cada palavra a ser aprendida. Apesar disso, com a prática é possível memorizar centenas de palavras em poucas horas.
A cidade do vocabulário
Essa técnica, desenvolvida por Dominic O´Brien, fundamenta-se na idéia de que um vocabulário básico é composto por coisas facilmente encontradas em um bairro, cidade ou vila. Assim, o estudante deve escolher uma cidade a que se familiarize e alocar imagens (usando as associações diretas entre a palavra estrangeira e a de seu idioma) em cada local por ele conhecido.
As palavras devem estar associadas a locais onde elas realmente seriam encontradas. Assim, palavras (imagens) relacionadas à padaria devem estar na padaria; aquelas referentes a vegetais e verduras devem estar no supermercado; e assim por diante.
Lembrando gêneros
Distinguir gêneros (feminino e masculino) em um idioma é bastante complicado. A fim de solucionar esse problema, propõe-se uma divisão de sua cidade imaginária em duas regiões: uma destinada para imagens masculinas e outra para as femininas. Essa divisão pode ser feita por avenidas, rios ou qualquer outro marco físico.
Algumas críticas ao método
Uma crítica ao método é a impossibilidade de se vincular a uma mesma palavra diversos significados. Na realidade, as palavras geralmente têm vários significados diferentes e é preciso que os estudantes consigam identificar cada um deles. Por esse motivo é que essa técnica deve ser utilizada como uma ferramenta inicial e não como um método único de abordagem do idioma.
Isso basta?
Vale salientar que esse não é um novo método de ensino de idiomas. Na verdade, trata-se de uma ferramenta capaz de promover a aquisição de um vocabulário rico em um curto espaço de tempo. Seu emprego, aliado aos métodos formais de aprendizado, otimizará seu desenvolvimento de forma fantástica.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Método Linkword
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Erros comuns ao se aprender um novo idioma
“Ouvirei o curso em áudio enquanto arrumo a casa, lavo o carro, dirijo para o trabalho ou durmo.”
Apesar de parecer uma forma de ganhar tempo, infelizmente essas abordagens não funcionam. Você não pode apenas apertar o botão de “play” e deixar o idioma fluir em você. Infelizmente estudos mostram que o estudo subliminar não é eficiente. É o mesmo que achar que basta estar matriculado em uma academia de ginástica para ficar esbelto. Você pode usar as fitas cassetes em momentos em que você realmente não está fazendo nada, podendo dedicar-se integralmente ao aprendizado, como na sala de espera do seu dentista ou no ponto de ônibus.
Ao estudar o material em áudio, tente absorver o máximo das informações indicadas na fita, escutando cada palavra, aprendendo, dominando e sempre avaliando seu aprendizado de cada trecho a ser aprendido.
“Como não estou mais na escola, o tempo não é importante. Aprenderei no meu ritmo, pularei um dia; dois dias; e o material estará sempre me esperando”.
Esse é um dos maiores mitos no aprendizado de novos idiomas. O aprendizado de um novo idioma tem muito em comum com um inimigo militar. Não deixe-o descansar ou escapar de seus ataques. Claro que o aprendizado não é seu inimigo, mas essa é uma boa ilustração para suas táticas de estudo. Um programa de aprendizado que envolva disciplina e dedicação está trilhando os caminhos do sucesso.
“Esse capítulo que estou estudando é muito difícil e provavelmente não é tão importante. Vou pulá-lo para estudá-lo mais tarde.”
Não fuja dos obstáculos que aparecerem em seu caminho enquanto aprende o novo idioma. Qualquer idioma possui suas dificuldades. Em vez de contornar todos esses obstáculos, enfrente-os. Pode parecer masoquismo, mas também quero que você aprenda os nomes das letras do alfabeto e dos termos gramaticais do novo idioma na língua nativa. Assim, quando tiver a oportunidade em visitar o país do idioma escolhido, você pode inclusive tirar dúvidas de gramática ou de escrita com os próprios nativos.
“Eu nunca vou tentar falar o idioma aprendido no sotaque original dos nativos, visto que nunca conseguirei reproduzi-lo corretamente.”
Ninguém é preso por atentado ao pudor apenas por vestir-se mal. Por outro lado, uma pessoa que não se preocupa com o vestuário nunca irá nos surpreender com sua aparência. Ocorre o mesmo com o sotaque. Enquanto estiver aprendendo o novo idioma, porque não tentar – a um custo muito pequeno – imitar o sotaque original? Caso não consiga, nada de mal vai lhe ocorrer. Em caso de sucesso, você será muito bem visto pela comunidade nativa.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Aprendendo novos idiomas - Crianças tem mesmo mais facilidade?
“Como se chama uma pessoa que fala dois idiomas?”
“Bilíngüe.”
“Como se chama uma pessoa que fala três idiomas?”
“Trilíngüe.”
“Como se chama uma pessoa que fala quatro idiomas?”
“Quadrilíngüe.”
“Como se chama uma pessoa que fala apenas um idioma?”
“Americano.”
Crianças têm mesmo mais facilidade?
Muitas pessoas acreditam que um adulto não é capaz de imitar a fluência de alguém que aprendeu outro idioma na infância. E realmente existem estudos que comprovam isso.
No entanto, as pessoas costumam confundir essas descobertas: que a idade de aquisição afeta o seu aprendizado da gramática – com a idéia de que crianças adquirem um vocabulário vasto mais rápido do que adultos. Isso não é verdade. Adultos têm um grande número de vantagens sobre as crianças na aquisição de novas palavras:
• eles geralmente têm mais estratégias de aprendizado do que as crianças,
• eles têm um maior vocabulário na sua língua nativa (o que torna mais fácil encontrarem semelhanças entre os idiomas),
• eles têm (por enquanto) uma maior capacidade na memória de trabalho,
Por esses motivos, adultos podem aprender novas palavras mais rápido do que as crianças. O motivo da crença de que crianças têm maior facilidade na aquisição de um novo vocabulário surge da aparente mágica envolvida no processo de aprendizado infantil. Apesar de realmente existir algo “mágico” no processo em que a criança aprende gramática, a aquisição de vocabulário não é tão mágica assim. Na verdade, crianças são bem lentas no aprendizado de novas palavras, aprendendo em média:
12 - 16 meses: 0.3 palavras/dia
16 - 23 meses: 0.8 palavras/dia
23 - 30 meses: 1.6 palavras/dia
30 meses - 6 anos: 3.6 palavras/dia
6 – 8 anos: 6.6 palavras/dia
8 – 10 anos: 12.1 palavras/dia
Extraído de "How Children Learn the Meanings of Words", Paul Bloom (2000)
Aprendendo idiomas na escola
As pessoas costumam crescer acreditando que aprender novos idiomas é algo difícil. Não é difícil! Simplesmente parece uma tarefa complicada porque a forma como os idiomas são ensinados em nossas escolas (e provavelmente em outras escolas do mundo) é chata e ineficiente. O fato de poucos de nós apresentarmos fluência no inglês ou francês, apesar de todos nós termos tido aulas desses idiomas no colégio, confirma a ineficiência desse método de ensino tradicional.
Nas próximas postagens desse Blog, você vai aprender a fazer um aprendizado por imersão: como se estivesse realmente em outro país. Não perca nosso próximo post!